Pinus. Foto: Berneck.

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Modelos de análise econômica podem contribuir para sucesso do negócio florestal

Segundo pesquisadores, avaliar diferentes cenários e olhar para o que foi executado permite aproximar futuro da realidade das empresas

Para fechar o primeiro dia do Workshop Apre/Embrapa Florestas, os pesquisadores Erich Schaitza e José Mauro falaram sobre “Avaliação econômica – Vale a pena? Custos? Preços?”. Schaitza afirmou que é importante olhar para trás e medir, para saber o que aconteceu e avaliar se a empresa ganhou ou perdeu dinheiro. “Isso significa olhar o passado para modificar as ações para o futuro, e é possível usar técnicas para aproximar o futuro da realidade”, explicou.

Em uma das técnicas, Erich fez a simplificação do negócio da produção da madeira. “Todo ano tenho uma operação de plantio, dois desbastes e um corte raso. É um modelo que vale para quem tem uma floresta estabelecida, não considera custos de investimento, não paga arrendamento, nem custo da terra, e todas as remunerações estão contidas na diferença entre renda e gastos, todos os custos ocorrem no mesmo ano. É possível prever o futuro? Difícil, mas pelo menos podemos pensar em cenários. Coloquei todos os dados distribuídos de maneira diferente, para ver num gráfico quem perde dinheiro e quem ganha dinheiro. Quando rodamos o modelo, vemos que absolutamente todo mundo está pagando seu negócio”, comentou.

Em seguida, José Mauro falou sobre o custo de oportunidade, detalhando que é a remuneração de todos os fatores de produção que são da empresa, mas que se fossem aplicados em outra coisa, a empresa estaria ganhando dinheiro. Na floresta, ele disse que isso tem um impacto muito mais significativo do que nas culturas agrícolas, por exemplo, porque tudo é de longo prazo. “Em floresta, temos dois principais custos de oportunidade: terra e capital próprio. A terra tem opções viáveis de uso alternativo, como venda e aplicação do capital, retorno esperado de uma cultura alternativa e arrendamento para outros usos. Já o capital próprio é a taxa mínima de atratividade, que envolve remuneração da inflação, custo de oportunidade do capital a baixo risco e uma remuneração adicional ao risco envolvido na atividade”, afirmou.

Sobre a necessidade de se realizar uma análise econômica, Mauro garantiu que a capacidade empreendedora “não faz milagre”, e, por isso, a análise é fundamental. Para isso, é preciso destacar todos os custos esperados para a formação de preço e análise de competitividade, o que também é fundamental para avaliar os processos cruciais para o sucesso do empreendimento.

“A análise econômica auxilia no acerto da decisão. Receitas e despesas não caminham na mesma inflação. É preciso entender a estratégia de negócio para poder se inserir no negócio. Além disso, é importante lembrar que simulações precisas necessitam de números precisos. A conclusão é que a análise de sistemas e a economia juntas podem ajudar a analisar situações presentes, passadas e cenários para o futuro”, garantiu Mauro.