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Plantar eucalipto se transforma em um bom negócio na região de Umuarama

20 de janeiro de 2014

Hoje, só o setor moveleiro do município consome três mil metros cúbicos da madeira, porém todo esse produto está vindo de regiões centrais do Estado. Para tentar mudar esse cenário, uma associação foi constituída para orientar os poucos produtores e a Prefeitura oferece assistência aos interessados na silvicultura.

De acordo com o Cláudio Marconi, diretor da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Umuarama, além do eucalipto para o setor moveleiro, existe a demanda do setor de energia, como lenha utilizada na alimentação dos fornos e caldeiras. O mercado é tão promissor que seria necessário o plantio de 10 mil hectares por ano na região da Amerios. “Para dar conta do moveleiro teríamos que ter hoje 100 mil hectares de eucalipto plantados”, informou.

Na região a cultura não passa de 20 mil hectares e em alguns casos o produtor não realiza manejo algum, promovendo um produto de baixa qualidade. “O eucalipto é uma cultura como qualquer outra. É como se fosse soja ou milho, tem seus preparos para conseguir ter uma produtividade boa. O produtor precisa saber qual será a finalidade da madeira, se para lenha ou laminado. Cada um tem seus devidos cuidados”, explicou.

Para Marconi, a falta de interesse de alguns produtores com a cultura se deve aos mitos, entre eles a demora em conseguir rentabilidade. “Realmente são oito anos para começar a serrar, mas com quatro anos o produtor inicia a rentabilidade com a produção. Se cortado com cinco anos a madeira gera cerca de R$ 40 mil por hectares, mas com 12 anos este valor sobe para R$ 300 mil por alqueire. Se dividir por ano, são R$ 20 mil é uma boa rentabilidade”, explicou.

Região propícia
O clima e o solo da região de Umuarama são reconhecidos por serem o melhor ecosistema do País para o plantio da madeira, podendo chegar à produção de 85 toneladas por hectares ano. “Esse número é muito superior a média nacional que chega a 50 toneladas ano. Mas hoje não ultrapassamos 40 toneladas e podemos chegar 80 toneladas. A cultura na região é muito promissora”, informou Marconi.

Como começar
O especialista orienta os futuros produtores de eucalipto do município a procurarem o setor de agricultura da prefeitura, que conta com um corpo técnico para dar assistência. Já os interessados da região, esses podem entrar em contato com a associação de produtores. “Primeiro a pessoa deve saber qual será a finalidade da madeira, não plantar apenas para plantar”, frisou.

Ainda segundo o diretor, se o agricultor tem opção e condições de plantar é uma ótima escolha. “Muitas pessoas acham que é só plantar a árvore e deixar lá. Mas não é, não plante achando que é uma cultura que pode ser abandonada, pois isso pode queimar uma cultura que é muito promissora na região. Procure os técnicos e pessoas que estão plantando”, orientou.

Pecuária e eucalipto
O produtor de pecuária também pode experimentar a cultura, trabalhando a floresta com pastagem. O pecuarista que optar em agregar as culturas ganha em ambiente e alimentação para o gado e lucratividade com a madeira, uma vez que ele pode colocar os mesmos índices de animais de uma pastagem sem floresta.

Pequeno produtor
A situação é a mesma para o pequeno agricultor que pode diversificar e no final de 5 ou 12 anos vai ter uma poupança verde. “O pequeno produtor da nossa região não usa toda sua terra, pois esse trabalha com leite ou hortifruti e normalmente o restante fica com uma área ociosa. Nesse local o eucalipto pode ajudar como uma poupança verde”, contou o diretor.

Carvão vegetal
A atividade que dá origem a esse produto não degrada o ambiente, pois as toras que são utilizadas para a produção do carvão, são árvores desclassificadas, tortas ou selecionadas que tem por finalidade madeiras para laminação. Além do mais, em comparação ao preço da lenha, o carvão vegetal é mais atrativo, daí a explicação para o ganho de mais adeptos do seu cultivo. Em suma, é uma atividade lucrativa, onde o produtor pode ter uma renda satisfatória, sem causar degradação ambiental.

Fonte: Jornal Umuarama Ilustrado

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