Pinus. Foto: Berneck.

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Madeira do Paraná cada vez melhor

O estado do Paraná é um dos que mais produz madeira de florestas plantadas no Brasil. É o primeiro em produção de madeira de pinus. De acordo com um levantamento divulgado no estudo setorial da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), a produtividade florestal do estado do Paraná está entre as maiores do mundo. O Incremento Médio Anual (IMA) de pinus é de 34 metros cúbicos por ha/ano; enquanto o de eucalipto é de 40 metros cúbicos ha/ano. De acordo com o estudo, o Paraná produziu 46,8 milhões de metros cúbicos de madeira em tora no ano de 2016.

As principais indústrias consumidoras desta matéria-prima são, pela ordem, a de celulose, papel e produtos de papel; produtos de madeira, e móveis. Para melhorar o cenário do segmento, a Apre vem trabalhando, para trazer segurança jurídica para o setor, com o intuito de estabelecer os preceitos para garantir negócios e empreendimentos sustentáveis na cadeia produtiva – florestal e industrial. O diretor executivo da associação, Ailson Loper, explica que neste trabalho entram o novo Código Florestal Brasileiro; a atualização da legislação estadual, que teve o novo código como base; as condições diferenciadas de financiamento para as indústrias paranaenses. “Outra frente de atuação trata da participação do setor na criação de políticas públicas direcionadas à base florestal, que trazem resposta à demanda crescente por produtos de madeira aliada aos impactos socioambientais positivos das florestas plantadas. Entre elas estão a Política Agrícola para Florestas Plantadas; linhas de crédito para o manejo de florestas plantadas; a Política Nacional de Biocombustíveis Florestais; e o Plano Estadual de Conservação e Cultivo Florestal”, afirma Loper.

Como ações prioritárias para trazer mais competitividade e permitir o desenvolvimento das empresas florestais, a agenda de trabalho da Apre inclui também articulação e apoio a programas que visam a promoção e a disseminação de informações e conhecimento de cunho tecnológico para o setor florestal-industrial, como controle de pragas e doenças florestais, melhoramento de pinus, ensino e pesquisa, além de melhoria e difusão de tecnologia florestal. “O trabalho passa, ainda, por ações integradas de apoio à padronização de produtos do setor florestal, bem como a formalização de normas técnicas que estabeleçam as especificações e outros parâmetros de produtos florestais; ações de comunicação com o setor e com a sociedade organizada para difundir o conhecimento na melhoria da competitividade setorial; e ações integradas junto a diversos atores político-institucionais visando debater propostas para a defesa de demandas e interesses do setor florestal”, conclui o executivo da Apre.

Fonte: Malinovski