Pinus. Foto: Berneck.

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Empresas florestais têm processos rígidos de segurança mesmo antes da Covid-19

Altos padrões adotados no setor facilitariam a inclusão de novos cuidado para a manutenção de operações seguras neste momento de pandemia

Estar constantemente atento para que a segurança e, consequentemente, a vida sejam preservadas é mais fácil quando todo o grupo tem o mesmo treinamento – ou como a psicologia define, o mesmo hábito. “A influência do coletivo é fundamental para mantê-lo ou criá-lo. Isso se dá porque somos seres relacionais, então é fundamental a convivência com o outro”, esclarece o psicólogo, coach e facilitador de grupos Jeffersonn Moraes.

Neste momento de pandemia, as empresas florestais, como todas as outras, precisam adequar suas operações, ampliando os protocolos de segurança, Moraes explica que, por elas já terem um padrão alto a ser seguido, a inclusão de uma nova ação pode ser mais fácil. “Em geral, existe uma resistência a mudança com um viés emocional, por isso, quando precisamos adicionar algo simples como utilizar uma máscara ou álcool gel pode ser algo complexo”, diz.

De acordo com o gerente Florestal da Klabin, Darlon Orlamünder de Souza, o fato da Cultura do Cuidado Ativo, como é chamado pela empresa, já estar implantada, facilita muito a assimilação de que o cuidado é uma das grandes ferramentas para a manutenção de uma operação segura neste momento de pandemia.

Suzano alterou as ferramentas de segurança já utilizadas no dia a dia para a checagem de conformidades e acrescentaram novos itens necessários. “Desse modo, continuamos com as mesmas ferramentas e rotinas de avaliações no campo e constatamos uma grande identificação dos públicos internos com esses cuidados. São resultados que vemos no dia a dia de forma prática e em pesquisas internas de percepção de clima diante desse ambiente”, detalhou Caio Zanardo, diretor florestal da Suzano – Regional Sul.

“Em uma situação completamente nova, onde novos hábitos são necessários temos investido na comunicação tanto sobre práticas de dentro de nossas operações quanto incentivando a mantê-las em suas casas. Temos usado todos os recursos disponíveis como Rádio Florestal IP, redes sociais e todos os demais canais disponíveis”, conta, diretor Florestal e Suprimentos para os Negócios de Papel e Embalagem no Brasil da International Paper (IP), Fabiano Rodrigues.

O psicólogo Jeffersonn Moraes explica que este é realmente o caminho. “Nos embasando na neurociência, o córtex pré-frontal é a parte do cérebro orientada para ação, já o sistema límbico responde pelas emoções e reações automáticas. Um hábito se desenvolve depois que ele se torna automático. Ele só surge depois que uma ação foi realizada repetidamente e intencionalmente, por uma quantidade de tempo suficiente para criar redes neuronais que façam com que o comportamento, gerado no córtex pré-frontal vá para o sistema límbico e se torne automático”.

Dia a dia das operações

De forma geral, as empresas florestais realizam treinamentos que visam orientar sobre os procedimentos de segurança no campo como o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), bloqueio de máquinas para manutenção, identificação de perigos, treinamentos de primeiros socorros, direção segura. Estes procedimentos são essenciais porque as operações florestais representam riscos à vida das pessoas envolvidas. Acidentes podem ocorrer devido a interação de fatores que estão presentes no ambiente ou na situação de trabalho muito antes do seu desencadeamento. Por este motivo, a prevenção é apresentada pelos responsáveis pelas operações de colheita e transporte como o melhor caminho a ser seguido.

A Suzano zela pela gestão da segurança e da saúde dos colaboradores e prestadores de serviço utilizando algumas iniciativas. “Técnicos de segurança realizam visitas diárias aos núcleos. Além disso, possuímos ferramentas que são aplicadas pelos nossos líderes operacionais com o objetivo de aumentar o nível de segurança das operações. Posso citar como exemplo, as iniciativas Segurança na Área, Observação Positiva de Atividade e De Olho na Área”, explana Caio Zanardo. Estas ferramentas, segundo ele, permitem a todo colaborador, por exemplo, registrar um alerta caso tenha encontrado uma condição insegura.

Três aspectos são destacados pelo gerente florestal da Klabin quando o quesito segurança está em jogo: tecnologia, sistemas e fatores humanos. “Seguindo nesta linha, os investimentos em tecnologias embarcadas em caminhões, modelos mais atuais de colheita mecanizada e tecnologias para garantir a segurança de nossos colaboradores sempre são o nosso foco. Quando falamos de Sistema, temos um robusto bloco de treinamentos operacionais que visam ‘procedimentar’ e padronizar as formas de trabalho no campo”, detalha. Quando os fatores humanos são analisados, a empresa emprega práticas específicas para o comportamento seguro, com é o caso da observação comportamental no campo, os relatos de segurança e os Diálogos Diário de Segurança (DDS) que são ferramentas focadas no desenvolvimento da cultura de segurança.

Na IP, a liderança tem papel fundamental na segurança das operações. “Todos os profissionais e prestadores de serviços tem licença para liderar quando o assunto é segurança do trabalho, a responsabilidade é de todos”, defendeu Fabiano Rodrigues, diretor Florestal e Suprimentos para os Negócios de Papel e Embalagem no Brasil. De acordo com ele, os líderes são incentivados a fazerem com frequência as caminhadas de segurança, que consistem em visitas de campo, com a abordagem dos profissionais para a verificação do atendimento aos requisitos para a execução daquela atividade.

Um detalhe interessante das operações é que as pessoas cuidam uma das outras. “A IP tem um programa “My Positive”, onde todos os profissionais tem o compromisso de identificar e relatar, comportamentos e condições, seguros e inseguros, realizando a abordagem e orientação dos profissionais, bem como os registros para tratativas dos desvios de condições identificados, os desvios que mais se repetem são avaliados, e ações pontuais são tomadas para mudança de comportamentos e para melhorarmos a nossa disciplina e gestão de nossas operações”, destaca Fabiano.

Na Suzano, equipe que apresentar menos ocorrências e melhor aderência recebe o reconhecimento mensal. “Isto estimula os colaboradores a se apoiarem em busca do resultado em comum”, justifica Caio Zanardo.

Fonte: Floresta S/A – Canal Rural