Pinus. Foto: Berneck.

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Dia de Campo mostra benefícios da integração lavoura-pecuária-floresta

Evento aconteceu na Fazenda Experimental Canguiri, da Universidade Federal do Paraná

Lideranças da área agropecuária, estudantes, pesquisadores, professores, técnicos extensionistas, produtores rurais e até uma comitiva do Paraguai estiveram reunidos nessa quarta-feira, 22/11, em um dia de campo na Fazenda Experimental Canguiri (Pinhais, PR), da Universidade Federal do Paraná. Em pauta, os sistemas integrados de produção agropecuária.

Divididos em grupos, os cerca de 130 participantes percorreram a área em quatro estações. A temática integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) ficou sob responsabilidade da Embrapa Florestas, que tem trabalhado o “F” desta integração.  Segundo Vanderley Porfírio-da-Silva, pesquisador da Embrapa Florestas na área de ILPF, “eventos assim são importantes para mostrar as novas formas de uso da terra, com mais sustentabilidade”. Em sua conversa com os participantes, o pesquisador mostrou dados de crescimento das árvores plantadas em sistemas com milho e com pastagens e gado. “Como um dos nossos objetivos nesta área demonstrativa é a produção de toras, a ILPF se mostrou bastante interessante, com maior crescimento das árvores em volume individual, além dos benefícios que traz para o sistema, como conforto térmico ao gado e melhoria da pastagem, por exemplo”, explicou. Um ponto importante destacado é a necessidade de planejamento e manejo da área, com constantes avaliações do crescimento das árvores e do seu impacto nos demais componentes do sistema. “Práticas como desramas e desbastes nos momentos certos são fundamentais para o sucesso da ILPF”, ressaltou o pesquisador.

A pesquisadora Maria Laura Quevedo Fernandes, da Universidade Nacional de Asunción, do Paraguai conta: “temos experiências em sistemas silvipastoris no Paraguai, embora com configurações e manejos diferentes. Mas conhecemos pouco de ILPF, então viemos buscar informações, conhecer como o Brasil está fazendo”.

As outras estações trataram dos temas produção florestal, produção de grãos e produção pecuária. Para Rodolfo Botelho, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, “trabalhos que tratam de sustentabilidade das cadeias produtivas e parcerias são importantes. Os sistemas de integração vieram para revolucionar. É mais complexo de fazer, mas traz inúmeros benefícios ecológicos e renda ao produtor. É importante que esse tipo de informação chegue ao campo”.

O evento contou com a participação maciça de graduandos e pós-graduandos da área de Agronomia. Luis Siqueira, da Associação de Agrônomos do Paraná, ressalta que esse tipo de interesse é bastante importante. “ A inovação é cobrada dos novos profissionais e é nos eventos a campo que a gente aprende sobre o dia a dia”.

Segundo o Prof. Anibal de Moraes, da UFPR, coordenador do evento, “esta área, por ser de preservação ambiental, constitui em uma fonte rica de pesquisa e ensino. Estamos conseguindo aqui comprovar que é possível produzir com sustentabilidade. E as parcerias têm sido fundamentais na busca por soluções e difusão do conhecimento”. O trabalho na área é conduzido pelo Núcleo de Inovação Tecnológica em Agropecuária (Nita) da UFPR, criado em 2011, em parceria com Embrapa Florestas, UFRGS, Unicentro, UTFPR, UFSC, IAPAR, USDA, com participação de professores, pesquisadores, acadêmicos de pós-graduação e graduação ligados à área das ciências agrárias e ciências ambientais.

 Fonte:

Katia Pichelli (MTb 3594/PR)
Embrapa Florestas