Pinus. Foto: Berneck.

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As possibilidades para a biomassa florestal

O que antes era um problema para empresas florestais e madeireiras hoje é uma possibilidade de novos produtos. No passado os resíduos resultantes da colheita florestal ou do processo de industrialização da madeira representavam despesas, pois precisavam ser descartados sem que houvesse qualquer tipo de impacto ambiental. Hoje a biomassa tem inúmeras utilidades, que vão desde a geração de energia até a produção de produtos de alto valor agregado, como chapas de madeira reconstituída.

Segundo o pesquisador da Embrapa Florestas, Erich Gomes Schaitza, a matéria-prima pode ir muito além disso. “Estamos trabalhando com várias frentes. Temos dentro da Embrapa Florestas uma ótica para agregar valor à produção de base”, conta o pesquisador.  De acordo com Schaitza, que também é engenheiro florestal, o Paraná tem uma grande produção de madeira de pinus voltada para serraria, celulose e papel. E os resíduos gerados nesses processos podem contribuir para melhorar a geração de energia em diversos pontos do estado, por exemplo. “Existe um potencial muito grande para geração de energia a partir desta base. No processo de uma serraria metade da matéria-prima vai se transformar em resíduo. Muitas empresas já utilizam este resíduo para gerar energia, de diferentes formas. A gente tem uma oportunidade para qualificar essa geração em pontos estratégicos, gerando energia onde a rede da Copel não alcança ou onde haja máquinas altamente dependentes de energia”, explica ele.

O pesquisador da Embrapa Florestas reforça as possibilidades para novos produtos oriundos da biomassa. “A Embrapa Florestas está trabalhando com a ótica de biorrefinaria, que investiga as possibilidades de cada produção. No processo de produção de celulose e papel há resíduos de lignina e outros. Podemos desenvolver estes materiais, sem alterar o processo de produção de celulose, ao mesmo tempo em que são gerados novos produtos a partir do que hoje é considerado perda ou produto de baixo valor agregado. Temos estudos que indicam potencial para desenvolvimento de colas, açucares, bioherbicidas ou adjuvantes. Enfim, produtos de alto valor agregado”, conclui ele.

Estas e outras possibilidades serão discutidas durante o Encontro Brasileiro de Biomassa e Energia da Madeira, marcado para o dia 12 de setembro, durante a Semana Internacional da Madeira. O evento será na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e já está com inscrições abertas através do site: www.lignumlatinamerica.com.